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Uma Paz duradoura

Iniciamos o ano com a celebração do dia Mundial da Paz e a solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Estamos há oito dias do Natal, queremos como os pastores de Belém permanecer com o olhar fixo em Maria e no Menino que ela tem ao colo e a eles suplicar pela Paz.

Pedir a Deus pela bênção e pela Paz é necessário e importante, como também o é suplicar que Maria interceda junto ao Filho. Mas é sábio entender que a bênção é dom de Deus, mas é também nossa tarefa e participação. Maria continua, hoje, a nos recomendar: “Façam tudo o que ele (Jesus) vos disser” (Jo 2,5).

Ao motivar o Dia Mundial da Paz, Papa Francisco nos estimula a perguntar: “Como podemos construir hoje uma paz duradoura?” Ele propõe que consideremos três caminhos sobre os quais devemos refletir e agir: “DIÁLOGO ENTRE GERAÇÕES, EDUCAÇÃO E TRABALHO: INSTRUMENTOS PARA CONSTRUIR UMA PAZ DURADOURA”. 

Como a instrução e a educação podem construir uma paz duradoura? A resposta indica o diálogo entre as gerações. Por um lado, estão os idosos que são os guardiães da memória. No outro lado, os jovens, aqueles que fazem avançar a história. Os grandes desafios sociais em que vivemos serão superados com o diálogo entre as gerações.

Explica Francisco: “Dialogar significa ouvir-se um ao outro, confrontar posições, pôr-se de acordo e caminhar juntos. Favorecer tudo isto entre as gerações significa preparar o terreno duro e estéril do conflito e do descarte para nele se cultivar as sementes da paz duradoura e compartilhada”.

O progresso tecnológico e econômico aumentou as divisões e a distância entre nações ricas e pobres. Este mesmo progresso acentuou as mudanças climáticas que põem em risco o futuro. Para o Papa, o meio ambiente “é um empréstimo que cada geração recebe e deve transmitir à geração seguinte. Mas sem as raízes as árvores não crescem e não dão frutos. Por isso, é preciso incentivar o diálogo e voltar a recuperar a confiança entre todos”.

Francisco pede mais esforços na promoção da cultura do cuidado, que pode se tornar a linguagem comum que derruba barreiras e constrói pontes. Para tanto, “instrução e educação são os alicerces de uma sociedade coesa, civil, capaz de gerar esperança, riqueza e progresso”.

A pandemia da Covid-19 agravou a situação do mundo, gerando milhões de desempregados, entre os quais, se encontram os migrantes. A resposta a esta situação, afirma o Papa, passa por uma ampliação das oportunidades de trabalho digno: “É preciso unir ideias e esforços que levem também a uma renovada responsabilidade social para que o lucro não seja o único critério-guia. É preciso haver equilíbrio entre a liberdade econômica e a justiça social, como defende a doutrina social da Igreja”.

Papa Francisco agradece a todos que se dedicaram com generosidade para garantir que os direitos humanos fossem respeitados e promete-lhes orações. Conclui convidando a caminhar juntos, no diálogo entre as gerações, educação e trabalho que são as três estradas que levam a um único caminho: a UMA PAZ DURADOURA.


 
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