FECHAR
 
 
Uma Igreja sinodal e missionária

As rápidas mudanças da realidade e a criação de novas leis civis exigem das instituições constantes atualizações. Os processos do mundo são cada vez mais ágeis e as estruturas, quando antigas, ficam lentas. Na Igreja sentimos necessidade de desburocratizar o máximo possível para que seja leve e ágil o anúncio do Evangelho. Se a Igreja não se atualizar pode tornar-se anacrônica, fora do tempo, e retardar assim os processos da ação evangelizadora.


Um grande desafio frente as rápidas mudanças é a formação para manter a vida do discípulo sempre ancorada na Palavra de Deus e nos valores do Evangelho. É preciso considerar a amplitude da vida moderna e oferecer uma formação integral que abranja, não apenas o cultual, mas as várias dimensões da vida humana: pessoal, afetiva, intelectual, comunitária, espiritual, pastoral e socioecologicamente transformadora, entre outras (PDV, n. 42).


Saber administrar é, também, uma exigência para a ação missionária da Igreja. Novas ferramentas vão surgindo e o missionário precisa colocá-las a serviço da evangelização. O processo de amadurecimento na fé do missionário exige simplicidade e habilidade para atuar nos novos cenários, considerando a organização, gestão e sustentabilidade. Se as necessidades se modificam ao longo do tempo, as organizações devem acompanhar estas transformações para continuar cumprindo a sua missão e alcançar seus objetivos, sem perder sua essência e seus valores, de forma ágil e enxuta.


É preciso ainda desenvolver a capacidade de falar de modo simples e persuasivo. Jesus usava parábolas para chegar aos corações das pessoas e culturas. Por isso, “investir na presença nos meios de comunicação social, especialmente nas redes sociais, deve ser um constante desafio para as comunidades e vivenciado de modo testemunhal e missionário” (DGAE, n. 195).


A comunicação é uma ferramenta potente de incidência eclesial e social, quando bem utilizada, pode se tornar uma importante estratégia de evangelização, sobretudo, nos tempos atuais em que o mundo digital tende a se impor cada vez mais.  A comunicação é um campo estratégico e importante aliado na efetividade da missão; por isso, a constante atualização deve ser um princípio de vida e uma regra missionária. 


A Igreja é por sua natureza missionária; portanto, as rápidas mudanças nos cenários a que ela é enviada exige um contínuo olhar para o mundo e constante adaptação. Para que continue agir e a responder evangelicamente as perguntas e angústias do homem no “hoje” de sua existência, a Igreja precisa continuamente nascer no Espírito de Jesus (cf. Jo 3,8) e, por fim, exercitar-se na sinodalidade. Sabemos que, em um mundo marcado pela polarização e pelas constantes mudanças, a sinodalidade aparece como chave que integra as diferenças, pois o diálogo aproxima as pessoas e enriquece os diferentes.


 
Indique a um amigo
 
 
Notícias relacionadas