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Sujeitos eclesiais

No último domingo do Tempo Comum celebramos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Celebramos a realeza de Cristo, pois, Nele, o Reino de Deus se torna uma realidade concreta e muito próxima de nós.


No Brasil, a Solenidade de Cristo Rei coincide com a comemoração do Dia Nacional dos Leigos e Leigas. É uma grande oportunidade para refletirmos sobre a vocação universal à santidade, própria de todos os cristãos. Os leigos e leigas são, como nos lembra o Documento 105 da CNBB, “verdadeiros sujeitos eclesiais”, ou seja, corresponsáveis na construção do Reino de Deus, ao lado de seus pastores, os ministros ordenados. 


Ser sujeito eclesial é estar incorporado na Igreja, no seu ministério e no seu mistério. É assumir a vocação missionária, dedicando-se aos afastados e mais necessitados. É, sobretudo, estar consciente de sua identidade e missão cristã, que recebeu no Batismo e do múnus de ser sacerdote profeta e rei (LG n. 31), de trabalhar pelo reino de Deus, em sua realidade existencial: no mundo da educação, da cultura, da saúde, da política, do direito e outros âmbitos profissionais. Também na vida familiar, na participação de grupos pastorais, nos movimentos eclesiais e associações laicais, nas novas comunidades com seus carismas e ministérios e nas ações coletivas organizadas na sociedade. O importante é que cada um, de acordo com o dom que recebeu, saiba colocá-lo a serviço da comunidade na qual está inserido.


Sem a participação dos leigos e leigas não conseguiríamos superar as graves causas de deterioração das famílias e as deficiências em áreas como moradia, alimentação e saúde em que vivem milhões de pessoas no campo e nas periferias das cidades. As consequências destes desvios nos levam a situações injustas e à crescente violência.


Com o Dia dos Leigos e Leigas queremos louvar a Deus pelo dom da vocação leiga na Igreja. Lembramos o Papa Francisco: “Olhar para o Povo de Deus é recordar que todos fazemos o nosso ingresso na Igreja como leigos. O primeiro sacramento, que sela para sempre a nossa identidade, e do qual deveríamos ser sempre orgulhosos, é o batismo. Através dele e com a unção do Espírito Santo, (os fiéis) ‘são consagrados para serem edifício espiritual e sacerdócio santo’ (LG 10). A nossa primeira e fundamental consagração afunda as suas raízes no nosso batismo” (Carta do Papa Francisco ao Cardeal M Ouellet, 2016).


Queremos também agradecer aos leigos e leigas por sua dedicação em nossas comunidades, por todo esforço e tempo empenhados nas diversas atividades, sejam evangelizadoras, sociais ou na promoção de eventos em favor das comunidades. Eles são sérios e bem conceituados candidatos à santidade, homens e mulheres que dedicaram sua vida ao estudo, ensino e pesquisa da teologia; os leigos e leigas orientadores espirituais, que acompanham outros no itinerário do encontro com o Deus de Jesus Cristo; os leigos e leigas que lideram comunidades cristãs, organizam a liturgia e a celebração. 


Enfim, leigos e leigas, sujeitos eclesiais, que assumem o grande desafio de serem pedras vivas da Igreja, trabalhadores do Reino que Cristo Rei veio implementar. Aos leigos e leigas, nossa gratidão e bênção.


 
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