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São José: o sonho da vocação

No 4º Domingo da Páscoa celebra-se o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. O Papa Francisco escreveu uma mensagem para motivar o evento, intitulada “São José: o sonho da vocação”. O texto recorda que o pai adotivo de Jesus é uma “figura extraordinária e, ao mesmo tempo, ‘tão próxima da condição humana de cada um de nós’”.


Francisco ressalta que “São José não sobressaía, não estava dotado de particulares carismas, não se apresentava especial aos olhos de quem se cruzava com ele. Não era famoso, nem se fazia notar: dele, os Evangelhos não transcrevem uma palavra sequer. Contudo, através da sua vida normal, realizou algo de extraordinário aos olhos de Deus. Deus vê o coração e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia. É isto que as vocações tendem a fazer: gerar e regenerar vidas todos os dias”.


Em sua mensagem, o Papa Francisco destaca três palavras-chave para descrever a vida de São José em perspectiva vocacional:


A primeira é SONHO. Afirma que “todos sonham realizar-se na vida. E é justo nutrir aspirações grandes, expectativas altas, que objetivos efêmeros como o sucesso, a riqueza e a diversão não conseguem satisfazer. (...) Pois só se tem a vida que se dá, só se possui de verdade a vida que se doa plenamente”. Relembrando as ocasiões que José teve revelações através dos sonhos, o Papa afirma que “assim acontece na vocação: a chamada divina impele sempre a sair, a dar-se, a ir mais além. Não há fé sem risco. Só abandonando-se confiadamente à graça, deixando de lado os próprios programas e comodidades, é que se diz verdadeiramente ‘SIM’ a Deus. (...) Neste sentido, São José constitui um ícone exemplar do acolhimento dos projetos de Deus”.


A segunda palavra é SERVIÇO, pois, conforme consta nos Evangelhos, José viveu para os outros e nunca para si mesmo. “Povo santo de Deus chama-lhe castíssimo esposo, desvendando assim a sua capacidade de amar sem nada reservar para si próprio. Libertando o amor de qualquer posse, abriu-se realmente a um serviço ainda mais fecundo: o seu cuidado amoroso atravessou as gerações, a sua custódia solícita tornou-o patrono da Igreja. (...) E Francisco diz “gosto de pensar em São José, guardião de Jesus e da Igreja, como guardião das vocações”.


Outro aspecto que atravessa a vida de São José é a FIDELIDADE, a terceira palavra. A fidelidade de São José se alimenta da fidelidade de Deus. As primeiras palavras recebidas em sonho por São José foram: ‘Não temas” (Mt 1, 20).


Sonho, serviço e fidelidade. “São estas as palavras que o Senhor dirige também a ti, querida irmã, e a ti, querido irmão, quando, por entre incertezas e hesitações, sentes como inadiável o desejo de Lhe doar a vida”.


“Como seria belo se a mesma atmosfera simples e radiante, sóbria e esperançosa, permeasse os nossos seminários, os nossos institutos religiosos, as nossas residências paroquiais”. E conclui o Papa: “Que São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai”.


Leia na íntegra a Mensagem do Papa aqui.


 
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