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Parábolas do Reino

No tempo difícil em que vivemos, Deus nos convida a olhar para a vida e para o mundo com confiança e esperança. Percebemos que, pacientemente, Deus vai conduzindo a história humana e é fiel ao seu plano de salvação. Ele dá novas oportunidades para que todos possam tomar parte no seu Reino de amor. 


No Evangelho de Marcos, Jesus demonstra a dinâmica do “Reino de Deus” com duas parábolas (semente que germina por si e o grão de mostarda) que evidenciam duas características fundamentais do Reino: a ação gratuita de Deus e a adesão humilde do ser humano (cf. Mc 4,26-34).


Jesus ensina através de parábolas (comparações, imagens), pois o Reino de Deus é uma realidade que transcende a história e o plano temporal. Parábola é uma linguagem que todos podem entender, porém precisa de aprofundamento que é reservado para os que participam da comunidade: “quando estava sozinho com os seus discípulos, explicava tudo” (Mc 4,34). Quem participa da comunidade de Jesus adquire informações que lhe permitem aprofundar gradativamente a compreensão dos mistérios de Deus e do seu Reino. 


Na parábola da semente que germina por si não se insiste no agir humano para garantir o êxito da plantação, que vai desde o germinar até a maturação do grão, pronto para ser colhido. Assim, o Reino de Deus é apresentado como um dom cuja força vital não depende da intervenção humana: “Ele dorme e acorda, de noite e de dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4,27). No entanto, o agir divino não dispensa a colaboração humana para que o Reino aconteça.


Na segunda parábola, Jesus fala da semente de mostarda, que mesmo sendo bem pequena produz uma planta enorme. Os ensinamentos de Jesus são assim: simples, mas trazem profundidade e têm grande poder de transformação de vida. Nesta parábola a ação do semeador não é dispensada, porém este deve ter a simplicidade, a humildade em seu coração de semeador porque a força está na semente da qual surgirá uma grande e formosa árvore, onde até os pássaros do céu virão repousar.


Assim como a semente da mostarda faz nascer uma planta grande, que dá oportunidade aos pássaros de fazer ninhos, o Reino de Deus se estende e se abre a todas as nações. Um começo simples, humilde, mas que carrega em si um final grandioso, cheio de maravilhas. Essa parábola traz um convite à esperança e à confiança na fidelidade e no poder de Deus.


No final da parábola encontramos dois tipos de pessoas que ouviam os ensinamentos de Jesus: o povo em geral, que aparece nas multidões, e os mais iniciados, que são os discípulos e que integram a comunidade de Jesus. E quanto às sementes lançadas, uns usam as sementes do Reino de Deus, outros do reino do mundo. Os frutos das distintas sementes são bem diferentes.


Os que são convidados precisam fazer o percurso, pois ninguém chega à estação de destino sem ter feito a viagem. A humanidade é chamada a participar da vida plena de Deus, mas precisa merecer. Entrar no Reino de Deus é dom e tarefa, convite e resposta.


 
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