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Liderança

Neste sábado (30/04), programamos uma Formação Diocesana para Animadores das Comunidades Eclesiais Missionárias. Temos dedicado bom tempo para a formação de lideranças em nossa Igreja: ministros, catequistas, animadores e conselheiros. A capacidade de liderar é um dom necessário para construir a vida comunitária. As virtudes devem ser aperfeiçoadas para qualificar o serviço para as pessoas e a comunidade.


Muitas foram as lideranças que se destacaram na história bíblica e da Igreja. Moisés é um exemplo; ele exerceu uma função de liderança, conduzindo o povo pelos desafios do deserto, mesmo com todas as reações negativas daqueles que liderava. No início de sua Missão, Moisés agia de forma centralizadora e não dava conta da demanda. Seu sogro então o orienta para que aperfeiçoe seu jeito de liderar (cf. Ex 18). 


No decorrer dos séculos muitos homens e mulheres tiveram funções importantes na caminhada do povo, mas tudo evoluiu na expectativa do Messias. O Evangelho de São Marcos apresenta o modelo de líder na figura de Jesus de Nazaré (cf. Mc 1,14-28). O povo se admirava com suas palavras e seu modo de agir. Anuncia a chegada do Reino de Deus, proclama a necessidade de conversão, mostra que nele os tempos se completaram. Ele exerce uma liderança focada no encontro com as pessoas mais fragilizadas de seu tempo. Já nasceu com vocação para unir todas as nações.


No entanto, ao longo da história, as qualidades e as misérias humanas acompanharam a vida da Igreja. Quanto precisamos nos converter para escolher o serviço, no modelo do lava-pés! Todas as responsabilidades confiadas aos cristãos, ao longo da história da Igreja, deverão ter como ponto de referência o seu Senhor e Salvador. Seja qual for a tarefa confiada a cada um de nós, devemos fazer a pergunta: como Jesus enfrentaria cada uma das situações desafiadoras de cada época, inclusive a nossa?


Diante da chamada “crise do compromisso comunitário” é urgente iluminar as motivações de nossas lideranças para que não percam sua identidade cristã: de Discípulos Missionários de Jesus Cristo. Muitos são os desafios para manterem prioritariamente sua identidade de fé. Precisam ter clareza quem somos e, sobretudo, quem não podemos ser.


Em que nível cada um de nós pode exercer liderança? Cedo ou tarde, todos podem exercitar alguma função de liderança, começando pelas funções de pais e mães, passando pelas escolas, grêmio estudantil, times de futebol, chegando à chefia ou responsabilidade numa área de trabalho e em nossas comunidades religiosas. Sempre aparecerá a ocasião para cada um responder ao chamado de Deus que nos faz responsáveis pela vida da Igreja e do mundo. Oxalá se diga de nós: “um ensinamento novo, dado com autoridade”. Mas não devemos esquecer que a meta principal de Jesus era a fidelidade na realização do projeto de Deus-Pai, projeto esse de comunhão e de reconciliação para a fraternidade universal.


 
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