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Com a Solenidade da Ascensão do Senhor, celebraremos o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais, cujo tema será: “Vem e verás. Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”. 


A motivação é feita pelo Papa Francisco, que, inspirado no chamado direto a “ir e ver” do Evangelho segundo João, afirma que para que a comunicação seja transparente e honesta “é necessário sair da presunção cômoda do ‘já sabido’ e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las, recolher as sugestões da realidade, que nunca deixará de nos surpreender em algum dos seus aspetos”. 


Jesus, procurado pelos discípulos de João, que lhe perguntaram: “Mestre, onde Moras?”, respondeu: “Vinde e vede!” (J 1,46). Para o Papa Francisco a comunicação autêntica, pressupõe saída de si. Para a vida se fazer história, é preciso “ir e ver”. Não se trata de apenas passar uma informação. É preciso “ir e ver”, fazer a experiência do percurso. 


O Papa, com a simplicidade que lhe é própria, usa expressões bastante conhecidas para dar o seu recado. A primeira é “gastar as solas dos sapatos”. Francisco chama a atenção que para anunciar o Evangelho e comunicar a verdade não basta simplesmente compartilhar informações, passadas por outros. Há o risco de se produzir informação distante da realidade, uma comunicação “de palácio”, que não gera envolvimento. A facilidade de compartilhar informações provoca o comodismo de receber tudo pronto. Gastar solas dos sapatos é uma expressão bastante cotidiana, simples, mas rica de sentido. É necessário buscar e checar a veracidade das informações. É preciso “encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações”.


Outra expressão usada por Francisco é “ir aonde ninguém mais vai”: Faz uma exaltação aos profissionais de comunicação. Assegura que a sociedade humana seria bem mais pobre sem o jornalismo capaz de ir para mostrar o que não é visto. “Temos que agradecer a coragem e a determinação destes profissionais”. Há, porém, o perigo de narrar a realidade apenas “com os olhos do mundo mais rico, de manter uma ‘dupla contabilidade’”. Cita como exemplo as vacinas anti-Covid, com o risco de deixar no esquecimento as populações mais indigentes. Preocupa-se quando as notícias não evidenciam as famílias que caíram rapidamente na pobreza.  E “as pessoas que, vencendo a vergonha, fazem a fila à porta dos centros da Cáritas para receber uma ração de víveres”.


O compromisso com a verdade não é só dos jornalistas, afirma o Papa: “Todos somos responsáveis pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controle que podemos conjuntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as. Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar.”


Conclui: “Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. Por isso, o desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são”.


 
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