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“O que estais procurando?

A liturgia do 2º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a disponibilidade para acolher os desafios de Deus e para seguir Jesus. O Evangelho descreve o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. 


João Batista apontou Jesus aos discípulos, André e Felipe: “Eis o Cordeiro de Deus!”  Estes procuraram outros candidatos: André leva o irmão Pedro até Jesus e Felipe chama Natanael: “Encontramos o Cristo” (Jo1,41). Dá a entender que só podemos encontrar Jesus se alguém nos fala dele. O cristão é, antes de tudo, aquele que acolhe o chamado de Deus para seguir Jesus Cristo. Esse seguimento tem um caminho a percorrer: “O que estais procurando?” Responderam com a pergunta: “Mestre, onde moras?” A resposta: “Vinde e vede”.  Foram e ficaram com ele. Nós também estamos à PROCURA de algo e de alguém que dê sentido a nossa vida. Enquanto somos chamados, também chamamos a outros...


A vida cristã é doutrina, mas também mistério. O senso do mistério, encontro com a pessoa de Jesus, a intimidade com Ele, a oração perseverante e a obediência à Palavra de Deus não são capacidades que se adquirem sem um exercício perseverante e cotidiano. Exige esforço e renúncia. “Qualquer um de vós que não renunciar tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” (Lc 14,33) Nesse sentido, o catecumenato é a etapa em que o catecúmeno deve se exercitar nas virtudes cristãs e em que, progressivamente, ele vai se libertando dos vícios aos quais estava apegado. A vida cristã é vida nova em Cristo que inclui comportamentos novos, atitudes concretas e ações renovadas pela Boa Nova (cf. Cl 3,1-3). 


O catequizando é instruído na Doutrina da Fé para que ele possa dar as razões da própria fé. O catecumenato é o tempo próprio para a catequese doutrinal que se realiza na explicação aprofundada do Símbolo Apostólico (oração do Creio), dos mandamentos da Lei de Deus, do Pai-nosso, dos sete sacramentos e das Bem Aventuranças. É claro que só os conteúdos doutrinários não fazem de uma pessoa um verdadeiro cristão. Mas, sem conteúdo doutrinário, a fé não terá colunas e corre o risco de se tornar volúvel e intimista, ou por outro lado, pode levar a uma militância desvinculada do mistério.


Cada tempo do processo é enriquecido com a celebração de ritos que marcam a evolução do iniciante no caminho da catequese. É importante destacar que esses ritos não podem ser simplificados ou ignorados, eles fazem parte do tempo do catecumenato, da purificação e iluminação, fortalecem a união entre catequese e liturgia e criam um vínculo de pertença entre os catequizandos e a comunidade eclesial. Esses ritos, celebrados nos tempos certos, são fundamentais, marcam a passagem de fase que progressivamente conduzem ao Mistério.


Os catequistas também amadurecem a sua fé a partir da caminhada de seus iniciantes, intensificando a vida de oração, a leitura e escuta da Palavra e comprometendo-se com a missão que Deus lhes confiou: formar verdadeiros discípulos e missionários de Jesus Cristo!


Deus, em sua infinita bondade, continua a chamar, quase sempre através de outras pessoas, e nós somos convocados a chamar a outros. Sejamos sensíveis à voz do Senhor e obedientes em segui-lo.


 
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