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“Eu e Minha Casa Serviremos ao Senhor” (Js 24, 15)

No domingo situado entre o dia de Natal e o Primeiro do Ano, a Igreja celebra a Festa em que a SAGRADA FAMÍLIA é colocada como exemplo e modelo para todas as famílias. A liturgia bíblica apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. O evangelho mostra a família de Jesus, Maria e José, que escuta a Palavra de Deus e procura concretizá-la na vida. 


Ao olhar para a Sagrada Família, nestes tempos de pandemia, logo nos vem à mente a catequese em família e como esta família de Nazaré se preocupava com a educação religiosa do Filho. O evangelista Lucas narra a apresentação de Jesus no Templo. José e Maria cumprem os preceitos da Lei de Moisés, que ordena que todos os primogênitos pertencem a Deus e a Ele devem ser oferecidos (cf. Ex 13,1-2.11-16). A família devia oferecer um cordeiro de um ano ou então duas pombas (para as famílias pobres). 


Em nossa realidade, assistimos aos pais levando suas crianças para o Batismo, e muitas famílias, depois, as acompanhando nas catequeses. O resultado de uma catequese com ou sem a família é diferente como o dia da noite. Nossa catequese comunitária, de um modo geral, sempre se ressentiu da ausência ou distanciamento das famílias. Com a pandemia essa dificuldade apareceu com mais força. 


A presença e participação da família é um tema sempre tratado em documentos da Catequese, mas pouco concretizado. A pandemia evidenciou que é preciso ter a família como parceira do processo catequético. Se é verdade que as famílias estão sobrecarregadas, também é verdade que precisam ainda mais de inspiração religiosa para lidar com os desafios de uma convivência, agora mais intensa pela pandemia. 


Como ajudar aos catequizandos e suas famílias a enfrentarem a pandemia?


Primeiro, valorizar a catequese em família e aproximar as famílias dos catequizandos da catequese comunitária. Família e comunidade são complementares na educação da fé e a família aprende enquanto ensina. Em segundo lugar, é preciso utilizar os meios digitais de comunicação para informações, troca de materiais e formação dos catequistas.


O novo Diretório para a Catequese, que se dedica a esse tema, nos interpela: “A catequese (...) precisa conhecer o poder do meio (digital de comunicação) e utilizar todo o seu potencial e sua positividade, com a consciência, porém, de que não se faz catequese utilizando somente ferramentas digitais, mas oferecendo espaços de experiências de fé” (DC 371).


O evangelho da celebração da Sagrada Família acentua a fidelidade da família de Jesus à Lei do Senhor (vers. 22.23.24), como se quisesse deixar claro que Jesus, desde o início, viveu, com sua família, na fidelidade aos mandamentos. Portanto, a missão de Jesus no mundo passa pelo cumprimento rigoroso da vontade de Deus, que ele executou sempre acompanhado, de perto, por sua família.


Que o exemplo da Sagrada Família inspire todas as famílias a desejar e viver o Projeto de Deus!


 
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