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“Estende a tua mão ao pobre” (Eclo 7, 32)

No 33º Domingo do Tempo Comum, por motivação do Papa Francisco, é celebrado o Dia Mundial dos Pobres, neste ano em sua quarta edição. Conforme o costume, no dia de Santo Antônio, o Papa escreve uma mensagem para inspirar pessoas e entidades a prepararem esta atividade. Nelas sempre têm chamado atenção para a indiferença de uma sociedade que corre o grande risco de se acostumar com a pobreza. Em todas as mensagens existe um destaque: olhar o pobre, ouvir o pobre, socorrer o pobre, pois Deus olha, escuta e socorre o pobre.


Neste ano, na mensagem, o texto bíblico escolhido é “Estende a tua mão ao pobre” (Eclo 7, 32), tirado do livro do Eclesiástico, também conhecido como Ben Sirá. Com esse versículo, o Papa recorda que o coração da sabedoria adquirida ao longo da vida consiste no reconhecimento de que nenhum de nós é o centro do mundo, mas, ao contrário, existem muitos irmãos e irmãs sofrendo por não suprir suas mínimas necessidades. Afirma que existe uma condição inseparável entre o amor a Deus e o amor ao próximo e que o amor ao Deus se manifesta de modo mais intenso quando ajudamos aos necessitados. E relaciona a oração e a prática da caridade, pois a caridade é um dos maiores frutos da autêntica oração. 


Francisco lembra que o amor a Deus na pessoa dos pobres deve ser prioridade, colocada em prática o mais intensamente possível, pois “os pobres estão e sempre estarão conosco para nos ajudar a acolher a companhia de Cristo na existência do dia a dia. (...) Manter o olhar voltado para o pobre é difícil, mas tão necessário para imprimir a justa direção à nossa vida pessoal e social”. 


Destaca o gesto de “estender a mão” como um sinal que evidencia à proximidade, à solidariedade e ao amor. Diz que a pandemia chegou de improviso, mas “a mão estendida ao pobre não chegou de improviso”.


Fala de que o vírus trouxe dor e morte, mas também “pudemos ver tantas mãos estendidas!” A mão estendida dos médicos, das enfermeiras e dos enfermeiros, de quem trabalha na administração de hospitais e nas farmácias. A mão estendida do “sacerdote que, com o coração partido, continua a abençoar, dos voluntários que socorrem quem mora na rua e não têm nada para comer. A mão estendida dos serviços essenciais e segurança. “Todas estas mãos desafiaram o contágio e o medo, a fim de dar apoio e consolação”.


Por fim, Francisco desafia a deixar-nos interpelar pela presença dos pobres onde quer que estejam, a deixar de lado as acomodações, preconceitos e justificativas, para praticar o amor e servir na caridade. Mesmo que não tenhamos as soluções e nem os recursos de que precisaríamos para solucionar os efeitos crônicos da pobreza, temos, porém, a generosidade, que arde em nosso coração e que é fruto da graça de Deus em nós.


Portanto, façamos o que está ao nosso alcance em favor dos pobres, junto com os pobres, a fim de louvar ao Deus dos pobres.


 
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