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Nos dias 13 a 16 de setembro, o clero da Diocese de Uruguaiana realizou o seu retiro anual. Ficamos hospedados na Casa de Retiro Nossa Senhora de Lourdes, em Vale Vêneto, município de São João do Polêsine. O tema do retiro foi “Presbíteros: discípulos e pastores – ‘Apascentar é ofício de quem ama’”, uma citação de Santo Agostinho. Foi orientador Dom Carlos Rômulo, bispo de Montenegro, que atuou com muita eficiência.


O retiro anual é uma obrigação prevista pelo Código de Direito Canônico. É também uma oportunidade para o crescimento espiritual dos presbíteros e para reforçar a unidade com a Igreja diocesana. É uma experiência de renovação para que os ministros ordenados se tornem sempre mais semelhantes a Jesus que reservava tempo para a oração.


O objetivo do retiro é dar aos padres a oportunidade de enriquecer a sua experiência de fé, fazendo um profundo encontro com Jesus Cristo para melhor qualificar o trabalho pastoral e evangelizador. Assim se entende tema do retiro: “Apascentar é ofício de quem ama”.


A programação de um retiro espiritual do clero envolve meditações, reflexões, momento mariano, Liturgia das Horas, confissão, Missa diária e convivência. Um retiro é sempre um tempo de graças e bênção.


Jesus na sua peregrinação pela Terra passava longas horas em oração. Não temos detalhes destas longas noites de vigília. Mas conhecemos seu conteúdo pela oração do Pai Nosso, que ele ensinou aos seus discípulos. Era um louvor a Deus e a constatação do seu poder criador. O Pai está no céu e seu nome deve ser santificado. Jesus veio para instaurar o reinado de Deus neste mundo. E o reinado acontece quando a vontade de Deus é feita. Retiro é tempo de quietude, discernimento e de confronto da vida com a Palavra, para melhor realizar a vontade de Deus e o seu projeto.


Toda oração é de iniciativa pessoal, mas tem abrangência comunitária. Somos indivíduos e estabelecemos um relacionamento com Deus. Mas a maturidade da fé e a salvação acontece numa comunidade. Paulo, o grande apóstolo de Jesus, quando O encontrou foi enviado por Ele para uma comunidade, pois só uma comunidade pode autenticar a fé pessoal. Jesus se retirava para encontros profundos com o Pai, mas o cenário de fundo sempre foi a comunidade e a missão.


O bispo da Igreja local, junto com os padres, é a garantia da sucessão apostólica e que a sua Igreja particular faz parte da catolicidade. Ora, isto não é uma bela teoria, mas uma realidade que é construída no dia a dia pela comunhão afetiva e efetiva entre os presbíteros, bispos e o povo de Deus. Os ministros do Evangelho têm o dever de rezar pelo povo que servem e pertencem. Em oração, retirados, estão muito atentos às situações que afligem as pessoas e colocam na sua oração pessoal e comunitária as suas intenções.


Rogamos ao Senhor da messe, a graça que este retiro produza os frutos a que foi destinado. Que o bispo e os padres possam se identificar sempre mais com o Mestre Jesus.


 
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