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XVII Congresso Eucarístico Nacional – III

Por Dom Aloísio A. Dilli - Bispo de Uruguaiana

Caros diocesanos. Aproxima-se o XVII Congresso Eucarístico Nacional de Belém do Pará, que vai acontecer entre os dias 15 a 21 de agosto de 2016. Nas mensagens anteriores já vimos seu tema: “Eucaristia e Partilha na Amazônia Missionária” e o lema: “Eles o reconheceram no partir do Pão” (Lc 24, 35). O congresso pretende mostrar para todo Brasil a força da Eucaristia e a ação missionária da Igreja na Amazônia.

O Texto-Base do congresso apresenta reflexão teológico-pastoral sobre a Eucaristia como memorial, sacrifício, comunhão e presença. Os dois primeiros temas já foram abordados na mensagem anterior. Refletiremos hoje sobre a Eucaristia como Comunhão e Presença real.

Comunhão: São Paulo é claro: “Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão” (1Cor 10, 17). A própria palavra comunhão vem de união comum. Na Oração eucarística temos dois momentos epicléticos (invocações do Espírito): Na consagração invoca-se o Espírito Santo para que o pão e o vinho se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus. Após a consagração o mesmo Espírito é invocado para que os fiéis participantes se tornem “um só corpo e um só espírito” (Or. Euc. III). É o mistério da comunhão na Igreja que chega ao ápice na celebração eucarística. Como já vimos anteriormente a Eucaristia é celebrada em comunhão com a Igreja celeste e terrestre, com os membros vivos e os mortos, pois todos foram chamados a participar da redenção. Ao comungar, nos tornamos oferta, dom a Jesus e aos irmãos. Quem se une ao Senhor forma com Ele um só espírito, um só pensamento, um só sentimento. Também nossa comunhão com os outros na comunidade funda-se no mesmo princípio. Isso implica em alegrar-se com os que estão alegres e chorar com os que choram. Consiste em ir ao encontro e ver no outro o rosto de Jesus; perdoar e acolher o perdão; coerência entre a liturgia e a vida.

Presença real: O evangelho que narra a volta dos frustrados Discípulos de Emaús afirma: “Eles o reconheceram ao partir o Pão” (Lc 24, 35). Da mesma forma a Igreja crê, através dos séculos, na presença real do Corpo e Sangue do Senhor na eucaristia. O Senhor não afirmou: Isto é o símbolo do meu Corpo e isto é o símbolo do meu sangue, mas disse: Isto é o meu Corpo e o meu Sangue. Logo, como declara Paulo VI: “A Eucaristia é a Carne do nosso Salvador Jesus Cristo, a qual sofreu pelos nossos pecados e foi ressuscitada pelo Pai na sua benignidade... Está presente verdadeira, real e substancialmente, sob a aparência destas realidades sensíveis. Portanto, o nosso Salvador está presente com a sua humanidade não só à direita do Pai, segundo o modo de existir natural, mas também no Sacramento da eucaristia” (MF nn. 46-47).

A partir desta fé na Presença real do Senhor na Eucaristia desenvolveu-se a prática do Culto Eucarístico fora da Santa Missa, através da Bênção do Santíssimo, das adorações, das procissões - especialmente de Corpus Christi – dos Congressos Eucarísticos, das visitas ao Santíssimo Sacramento e do decoro e respeito aos Tabernáculos em nossos altares, onde se guarda o Corpo e o Sangue do Senhor.
Caros diocesanos. Mesmo não podendo estar no Congresso Eucarístico de Belém do Pará, unamo-nos em espírito de comunhão e oração com aqueles que lá participam para que Eucaristia e Partilha na Amazônia Missionária aconteçam sempre mais.

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