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Vocação para a vida consagrada

Estamos no mês de agosto, mês vocacional, e seu 3º Domingo é dedicado à vocação da vida consagrada, masculina e feminina. Somos convidados, em sintonia com a Liturgia e a festa da Assunção de Nossa Senhora, a contemplar a vida consagrada de homens e mulheres que, ligados a famílias religiosas (congregações), vivem sua vocação no mundo. São os padres religiosos, os freis e freiras, os irmãos e irmãs que seguem a inspiração carismática, profética e apostólica, e se consagram a Deus, à Igreja e a serviço no mundo. 


O Concílio Vaticano II, ao tratar da vida consagrada, afirma: “A profissão dos conselhos evangélicos se apresenta como um sinal que pode e deve atrair eficazmente todos os membros da Igreja, para o cumprimento dedicado dos deveres impostos pela vocação cristã. Como, porém, o povo de Deus não possui aqui (no mundo) morada permanente, mas busca a futura, o estado religioso (de vida consagrada), pelo fato de deixar seus membros mais desimpedidos dos cuidados terrenos, ora manifesta já aqui, neste mundo, a todos os fiéis a presença dos bens celestes, ora dá testemunho da nova e eterna vida conquistada pela redenção de Cristo, ora prenuncia a ressurreição futura e a glória do Reino Celeste” (LG 44). Assim, a vida consagrada é sinal das coisas de Deus, da nossa ressurreição futura e da glória do Reino Celeste, pois faz dessas realidades sua vida já aqui no mundo.


Na Exortação Apostólica Christus vivit, dirigida especialmente aos jovens, o Papa Francisco explica que a vocação “pode-se entender em sentido amplo como chamada de Deus” e que “inclui a chamada à vida, a chamada à amizade com Ele, a chamada à santidade, etc.”. Na parte dedicada à vida consagrada nessa Exortação, Francisco diz que “o ponto fundamental é discernir e descobrir que aquilo que Jesus quer de cada jovem é, antes de tudo, a sua amizade. Este é o discernimento fundamental” (CV 250).


Neste caminho de discernimento, que todos somos chamados a percorrer, há um fator determinante: conhecer o rumo, o sentido. E neste ponto, o Papa Francisco nos diz que “a nossa vida na terra atinge a sua plenitude, quando se transforma em oferta. Lembro que a missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso pôr de lado; não é um apêndice ou um momento entre tantos outros da minha vida. É algo que não posso arrancar do meu ser, se não quero me destruir. Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo” (EG 273).


Jesus, hoje, continua a chamar, mesmo com a velocidade e intensidade de tantos estímulos que nos bombardeiam e fazem com que não haja lugar para aquele necessário silêncio interior. Por isso, nem sempre é fácil parar e discernir o sentido da nossa vida. Mas trata-se de uma busca essencial para que não caiamos numa monotonia de dias que se sucedem sem sentido, sem alegria e sem entusiasmo. Sempre valeu, vale, e sempre valerá a pena consagrar a vida a Deus, à Igreja e à humanidade. 


Agradecemos e felicitamos os religiosos e religiosas que fazem de sua consagração um serviço em nossa Diocese de Uruguaiana. A vocês, nossa gratidão; somente Deus os pode recompensar.


Dom José Mário S. Angonese

Bispo Diocesano




 
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