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Um Santo dedicado ao Apostolado

No dia 22 de janeiro, os católicos celebram a memória de São Vicente Pallotti. Ele nasceu em Roma em 1795, terceiro de dez filhos. Muito piedoso, desde a infância, e muito sensível para com os pobres, de tal forma que ainda pequeno surpreendia a família dando as próprias roupas aos pobres. Sentiu o chamado para a vocação sacerdotal. No dia 16 de maio de 1818, com 23 anos de idade, foi ordenado sacerdote da diocese de Roma. Doutorou-se em filosofia e teologia, e ocupou cargos de importância em instituições eclesiais de Roma. 

 

Pe. Vicente foi um sacerdote de muita oração e de intensa atividade apostólica, com uma corajosa abertura para os problemas religiosos e sociais de seu tempo. Antecipou-se na história em um século ao que o Concílio Vaticano II descobriu em sua plenitude: o apostolado dos leigos. Pallotti foi orientador espiritual, confessor (inclusive do papa), pregador de retiros, professor, capelão de hospitais, presídios e quartéis, orientador de orfanatos, colaborador de missões, auxiliou e organizou várias obras e casas de caridade, teve um ardor apostólico incansável.


Pallotti insistia que todo cristão, por força de seu batismo, é apóstolo e missionário, cada um conforme os deveres do próprio estado e de sua capacidade pessoal. Ele despertou o apostolado dos leigos, a fim de que no mundo se realizasse quanto antes o plano de Cristo: “Haverá um só rebanho e um só pastor”. Fundou a União do Apostolado Católico, uma obra em que todos os membros do Povo de Deus pudessem participar unidos na missão evangelizadora da Igreja. Desde o início, foi composta por leigos, clérigos e religiosos, sendo subdividida em várias comunidades de fiéis de todos os estados de vida e condições. 

 

As Congregações por ele fundadas, a dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas, deveriam ser a parte central e motriz de todo este movimento de conscientização apostólica e de prática de apostolado. 

 

No dia 22 de janeiro de 1850, junto com seus irmãos de Congregação, morreu Vicente Pallotti, com 55 anos incompletos. A notícia se espalhou rapidamente por toda Roma e uma grande multidão de pessoas, de todas as classes e lugares daquela cidade, chorou pela morte de um santo. Foi canonizado por João XXIII, em 1963.

 

A obra de São Vicente Pallotti continua a produzir muitos e bons frutos. Encontramos em Santa Maria a sede da Província dos Padres Palotinos, que, além de enviar missionários para todo o mundo, atende centenas de pessoas em obras como o Patronato de Santa Maria, com gráfica, olaria, escola e a FAPAS (Faculdades Palotinas), que nos últimos anos tem ganho a nota máxima do MEC. Lá estudam, com muita qualidade, nossos seminaristas e candidatos ao Diaconato Permanente. 

 

Louvamos a Deus pelas obras de São Vicente Pallotti e pelo testemunho dos padres Palotinos, que, com dedicação, generosidade e competência, são uma grande benção para a Igreja Católica do mundo inteiro.


 
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