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Sobre a Amazônia

“Com efeito, sabemos que toda a criação, até o presente, está gemendo como que em dores de parto!” (Rm 8, 22)


A Diocese de Uruguaiana, inspirada nos valores evangélicos da defesa da vida e em comunhão com o Papa Francisco, com as Dioceses da região norte do país e em sintonia com o Sínodo da Amazônia, manifesta sua gravíssima preocupação diante do cenário de devastação das queimadas que estão atingindo o nosso maior patrimônio, a Floresta Amazônica.


A Amazônia é chamada de “pulmão verde do mundo” – “É um lugar representativo e decisivo, contribui de modo determinante para a sobrevivência do planeta. Grande parte do oxigênio que respiramos é proveniente dali. Eis o motivo porque o desmatamento significa matar a humanidade”, destacou o Papa Francisco. 


Reconhecemos que a defesa da Amazônia tem gerado muitas “resistências e incompreensões”. Não podemos ficar indiferentes diante dos atentados contra a natureza, provocados pela cobiça e a ganância de pessoas e grupos com mentalidade cega e destruidora. Nesse sentido, o Instrumento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia adverte profeticamente: "Na selva amazônica, de vital importância para o planeta, se desencadeou uma profunda crise por causa de uma prolongada intervenção humana, onde predomina uma "cultura do descarte" (LS 16) e uma mentalidade extrativista” (Instrumentum laboris para o Sínodo da Amazônia, preâmbulo). É inaceitável que existam propostas em defesa do desmatamento, que atentam a vida e a dignidade dos povos, sobretudo da população ribeirinha e indígena. 


Ao levantarmos a nossa voz em defesa da vida, não estamos influenciados por ideologias que oprimem e segregam (direita e esquerda), como muitos pensam e, equivocadamente, nos acusam, apenas estamos sendo fiéis ao Evangelho e às opções de Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor.


Assim, como ecoou o hino da Campanha da Fraternidade no ano de 2017, “da Amazônia até os Pampas, do Cerrado aos Manguezais, chegue a Ti o nosso canto pela vida e pela paz”, rogamos a Deus a esperança de continuarmos a lutar pela vida e a vida em abundância (Jo 10,10), como “guardiões da criação” (Cf. Declaração do CELAM). Exortamos a todos, a permanecerem firmes em defesa dos mais pobres e injustiçados, assumindo, na força da fé, a defesa da terra, das florestas e dos rios, contra a destruição, poluição e morte.  


Recomendamos que em todas as comunidades da Diocese, nas celebrações dos dias 24 e 25, seja lida a Nota Oficial da CNBB sobre este tema, disponível em: http://www.cnbb.org.br/levante-a-voz-pela-amazonia-pede-cnbb-em-nota/ 



Uruguaiana – RS, 23 de agosto de 2019

 


Dom José Mário S. Angonese

Bispo Diocesano

 
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