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Santo Antônio de Pádua

Junho é marcado pelas tradicionais festas juninas. Ao menos originalmente, elas existem para comemorar três santos de grande importância, exemplos para nós, e cuja memória se celebra neste mês: Santo Antônio, dia 13, São João Batista, dia 24, e São Pedro, dia 29. 

 

Os três se tornaram imortais na consciência e na devoção de nosso povo.

 

O primeiro desta lista é Santo Antônio de Pádua. Ele nasceu em Portugal, Lisboa, em 1195. No batismo recebeu o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Ainda jovem, ingressou na Ordem dos Cônegos Regulares, em Coimbra, onde fez seus estudos filosóficos, teológicos e foi ordenado sacerdote. Santo Antônio de Pádua é também chamado, sobretudo pelos portugueses, Santo Antônio de Lisboa. 

 

Alguns frades franciscanos se hospedaram no convento onde Fernando morava, eles estavam de partida para Marrocos, na África, onde iriam trabalhar na evangelização dos muçulmanos. Lá foram martirizados e seus corpos foram trazidos para Coimbra, onde foram vistos pelo cônego Fernando, que a partir deste fato desenvolveu um grande desejo de ser também franciscano para igualmente receber a palma do martírio. Entrou na Ordem Franciscana, recém fundada por São Francisco de Assis, quando recebeu o nome de Antônio.

 

Antônio pediu para pregar o Evangelho em Marrocos, mas, logo chegando lá, uma enfermidade o obrigou a voltar para a Portugal. O navio, de volta, foi açoitado por fortes ventos, que o empurraram em direção à Itália. Desembarcou na ilha de Sicília e daí tomou o rumo para Assis, a fim de se encontrar com São Francisco. Francisco, percebendo o seu conhecimento, encarregou-o de lecionar teologia aos frades. Ficou pouco tempo neste cargo, pois Antônio se revelou exímio pregador e conhecedor das Sagradas Escrituras e da teologia, de tal forma que a pregação se tornou seu principal campo de ação. Tinha uma inteligência aberta, um coração ardente de zelo, desejando se engajar em algo que valesse a pena. 

 

Os últimos seis meses da sua vida, passou em Pádua, na Itália, pregando sempre o Evangelho. Ali, exausto, aos 36 anos de idade, veio a falecer, em 1231. Foi canonizado em menos de um ano após sua morte. Sua devoção está espalhada por toda a Igreja e seus exemplos são dignos de memória e imitação por todos os cristãos. O sepulcro de Santo Antônio converteu-se imediatamente em centro de peregrinações. E ele se tornou popular e famoso por atender pedidos de casamento, de encontro de coisas perdidas etc. 

 

Santo Antônio é modelo de coragem e ousadia de quem deixou tudo para seguir Jesus na radicalidade de uma vida austera.

 

A Campanha da Fraternidade 2020 nos deixou uma saudável provocação com o seu lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34). É tempo de cuidar da vida. Eis nosso desafio. Que os santos e anjos de nossa devoção sejam nossos modelos e intercessores. A eles pedimos que intercedam por toda a nossa Diocese de Uruguaiana, nestes tempos difíceis de pandemia, para que saibamos interpretar os sinais dos tempos e conduzir nossa vida e a de nosso povo conforme o projeto de Deus.


Dom José Mário Angonese

Bispo de Uruguaiana




 
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