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Plano Diocesano da Ação Evangelizadora 2020-2023

Objetivo Geral


A Diocese de Uruguaiana tem a tarefa de continuar aqui, nesta Terra Santa, a missão de Jesus Cristo, realizando, em seu território e em favor deste povo, tudo o que o Cristo realizou na terra da Palestina, em favor de toda a humanidade. Em vista disso, em comunhão com a Igreja no Brasil e o Regional Sul 3 da CNBB, assume o Objetivo Geral das Diretrizes Gerias da Ação Evangelizadora (DGAE 2019-2023), com o compromisso de:


EVANGELIZAR

no Brasil cada vez mais urbano,

pelo anúncio da Palavra de Deus,

formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo,

em comunidades eclesiais missionárias,

à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres,

cuidando da Casa Comum e

testemunhando no Reino de Deus

rumo à plenitude.


Comunidades Eclesiais Missionárias 


As DGAE 2019-2023 reassumem a indicação do Documento de Aparecida sobre as “pequenas comunidades eclesiais” (DAp, n. 309) como resposta efetiva de nossa ação evangelizadora frente aos desafios da complexidade urbana e da mudança de época (cf. DGAE, n. 82): “a formação de pequenas comunidades eclesiais missionárias, como prioridade da ação evangelizadora, oferece um referencial concreto para a conversão pastoral” (DGAE, n. 36).


Na caracterização das comunidades eclesiais, as DGAE retomam a experiência fundamental da Igreja primitiva que encontrava na casa de família um lugar privilegiado para o encontro e o diálogo com Jesus Cristo. A figura da casa, portanto, explicita o modelo para nossa ação evangelizadora, que será sempre a comunidade dos primeiros cristãos (cf.DGAE, nn. 73-81).


Na recomendação pastoral de formação de comunidades missionárias, as DGAE esclarecem que, “enquanto casa, as comunidades que queremos são espaço do encontro, da ternura e da solidariedade, no lugar da família e têm suas portas abertas” (DGAE, n. 129).


A Diocese de Uruguaiana, então, em sintonia com toda Igreja no Brasil, como indicado no Objetivo Geral, assume o compromisso de formar comunidades eclesiais missionárias, que se caracterizam como Casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.

 

Na proposta das DGAE 2019-2023, a comunidade eclesial missionária, como ambiente de vivência da fé e forma da presença da Igreja na sociedade, enquanto casa, é sustentada por quatro pilares essenciais: Palavra, Pão, Caridade e Missão (cf. DGAE, n.144). Em forte continuidade com as DGAE 2015-2019, os pilares, com sua finalidade específica, como exposto abaixo, atualizam as urgências da ação evangelizadora.


1) Pilar da Palavra, para promover a iniciação à vida cristã, a leitura orante da Bíblia e a animação bíblica. As DGAE indicam que “a centralidade da Palavra de Deus na vida das comunidades cristãs é fundamental para a identificação e configuração com Jesus Cristo” (n. 146). A nova evangelização, que comporta uma efetiva iniciação cristã e a consequente renovação comunitária, só será possível se nossas práticas forem iluminadas pela Palavra de Deus, fonte de animação da vida e da pastoral.


2) Pilar do Pão, para aprofundar a liturgia, a vivência sacramental, a oração e a espiritualidade cristã, rumo à santidade. As DGAE asseguram: “para que a comunidade de fé seja casa aberta para todos, exercendo o acolhimento ativo, a dinâmica da saída como conatural à sua existência, ela precisa se nutrir do essencial, daquele ‘Pão da Vida’ (Jo 6,35) que revigora para a caminhada rumo ao Reino definitivo” (n.160). Assim, nossas comunidades eclesiais missionárias são chamadas a superar experiências religiosas fechadas, possibilitando prevalecer nelas a expressão da espiritualidade do seguimento a Jesus Cristo, que comporta a proximidade responsável e o carregar a cruz.


3) Pilar da Caridade, para impulsionar o serviço aos que mais sofrem, a promoção e defesa da vida em todas nas situações, a dimensão profética e samaritana da fé cristã. Nesse sentido, afirma o Papa Francisco: “deriva da nossa fé em Cristo, que Se fez pobre e sempre Se aproximou dos pobres e marginalizados, a preocupação pelo desenvolvimento integral dos mais abandonados da sociedade” (EG, n. 186). O envolvimento com a realidade de pessoas concretas, especialmente com aquelas que experimentam carências e desproteção, bem como o cuidado com a casa comum, deve ser uma preocupação permanente da ação evangelizadora em nossas comunidades eclesiais missionárias.


4) Pilar da Missão, para garantir que todos os fiéis estejam em estado permanente de ”saída” missionária, a exemplo do que indica o Papa Francisco: ”a comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (cf. 1Jo 4,10), e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos. Vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e sua força difusiva” (EG, n. 24). A experiência do amor de Deus e do encontro com Cristo vivo é uma graça que não pode ficar restrita aos nossos ambientes. É preciso levá-la adiante!


Confira os Compromissos e Ações Evangelizadoras de cada Pilar clicando aqui.

 
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