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Pandemia, tempo de cuidar da criação

Do dia 1º de setembro até 4 de outubro viveremos o “Tempo da Criação” dedicado a São Francisco de Assis, patrono da ecologia. Durante este período, os cristãos renovam em todo o mundo a fé em Deus criador e se unem, de maneira especial na oração e na ação, pela preservação da casa comum. 


Papa Francisco escreveu uma mensagem para motivar o “Tempo da Criação” e o 6º Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado no dia 1º de setembro. A inspiração da mensagem veio do 5º aniversário de lançamento da Carta Encíclica Laudato Si’ (Louvado sejas) sobre o cuidado da Casa Comum. E o texto bíblico motivador: “Santificareis o quinquagésimo ano, proclamando na vossa terra a liberdade de todos os que a habitam. Este ano será para vós um Jubileu” (Lv 25, 10). Papa Francisco reflete o tema do “Jubileu pela Terra”, considera este ano de pandemia da Covid 19, conclama a “redescobrir estilos de vida mais simples e sustentáveis” e desafia: “Devemos aproveitar este momento decisivo para acabar com atividades e objetivos supérfluos e destrutivos, passando a cultivar valores, vínculos e projetos criadores”.


A mensagem é construída sobre cinco verbos: recordar, regressar, repousar, restaurar e rejubilar. “O Jubileu é um tempo de graça para recordar a vocação primordial da criação: ser e prosperar como comunidade de amor”, escreve o Papa, destacando que é característico do evento jubilar resgatar a memória das nossas relações vividas com as pessoas com a natureza e com Deus. 

 

Francisco enfatiza que o Jubileu é um tempo para regressar a Deus: “Não é possível viver em harmonia com a criação sem estar em paz com o Criador, fonte e origem de todas as coisas”. 

 

Falando do Jubileu como tempo para dar repouso à Terra, o Papa lembra que Deus reservou o dia de sábado para que a terra e os seus habitantes pudessem descansar e restaurar-se. Porém, os estilos de vida atuais forçam o planeta para além dos limites: a criação geme, enfatiza o Papa, citando como exemplo a dissipação de florestas, a erosão do solo, o desaparecimento dos campos, o avanço dos desertos, a acidez no mar e a intensificação de tempestades.

 

Ele também fala da necessidade de restaurar a terra, citando o esforço para manter o aumento da temperatura média global abaixo do limite de 1,5 graus centígrados, como estabeleceu o Acordo de Paris, bem como restabelecer a biodiversidade, tendo em vista a “extinção de espécies e uma degradação dos ecossistemas sem precedentes”. Não falta menção à situação dos indígenas, diante das atividades de extração, por exemplo.

 

Por fim, destacando o verbo rejubilar, Francisco lembra que o Jubileu é um acontecimento festivo e que, se o clamor da Terra se tornou mais rumoroso nos anos passados, o Espírito Santo está inspirando por todo o lado indivíduos e comunidades a unirem-se para reconstruir a casa comum e defender os mais vulneráveis. “Alegremo-nos porque o Criador, no seu amor, sustenta os nossos humildes esforços em prol da Terra. Esta é também a casa de Deus”, conclui o Papa.

 
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