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Os Leigos e sua participação na Igreja

Estamos no mês de agosto, mês vocacional, e seu 4º domingo é dedicado à vocação dos Leigos e Leigas na Igreja e no mundo. 


A palavra “leigo” tem origem grega e significa “povo”. Os leigos são os cristãos que não recebem o Sacramento da Ordem; são os fiéis que, pelo batismo, exercem a missão de todo povo cristão. São chamados a viver o seguimento de Cristo na sua realidade vivencial. No seu local de atuação, os leigos são chamados a viver e testemunhar a sua fé em Jesus Cristo. Mesmo em meio a tantos sinais contrários da época em que vivemos, os leigos, com paciência e coragem, devem manifestar a sua esperança na glória eterna.


É no mundo – e não na Igreja – que vamos atingir a meta dos caminhos de Deus. A Igreja precisa se abrir para o mundo; por isso, precisa de leigos. Os leigos nascem para o mundo e definem a Igreja para o mundo. Por isso, os leigos, com os ministros ordenados e com os religiosos, são corresponsáveis na missão da Igreja. A sua espiritualidade se constrói à luz de uma Igreja a caminho com os homens, vivendo no mundo e para o mundo, desempenhando a missão que é ao mesmo tempo de evangelização e de animação de todas as realidades temporais.


Homens e mulheres, solteiros e casados, chamados pelo Batismo, os leigos exercem o seu papel de pessoas de fé na sociedade e realizando o seu trabalho testemunham a verdadeira caridade. Efetivamente eles exercem a sua atividade apostólica para a evangelização e santificação dos homens. Como são chamados a estarem no mundo, eles exercem o seu apostolado sendo fermento, com entusiasmo e espírito cristão, animados pelo Espírito Santo e dotados de carismas, a partir dos quais devem, além do anúncio e testemunho no mundo, servir na comunidade eclesial.


Encerramos, em novembro 2018, com o tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”, o Ano do Laicato, que teve como objetivo geral estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas como “sal, luz e fermento” na Igreja e na sociedade.


Para que o leigo possa discernir o chamado de Deus e realizar a sua missão tão importante na Igreja e no mundo, ele precisa de boa formação. Precisa conhecer a doutrina da Igreja, viver uma vida espiritual sadia, com participação na celebração dominical, nos sacramentos, nos grupos de famílias, com a meditação da Palavra de Deus, ter vida de oração, sentindo-se corresponsável com o anúncio e vivência do evangelho através da pastoral e da caridade. 


Não basta somente saber o que Deus quer, mas é preciso fazer o que Ele quer. E para agir com fidelidade à vontade de Deus é preciso capacitar-se e tornar-se cada vez mais convicto de sua fé. E testemunhar essa fé com a vida na família, na Igreja e no mundo. Enfim, irmãos leigos e leigas, tenham como meta uma vida de santidade e o Reino de Deus.


Dom José Mário S. Angonese

Bispo Diocesano

 
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