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O maior presente: acolher ou rejeitar (?)

No Tempo do Natal celebramos a FESTA da EPIFANIA, que significa a manifestação de Deus à humanidade. Esta manifestação aconteceu através do Menino da Gruta de Belém; foram testemunhas os que o reconheceram e acolheram, um grupo de pagãos (os magos) que representam todas as nações. Deus surpreende ao se manifestar recém-nascido, frágil, e a um grupo de desconhecidos que, guiados por uma estrela, chegam até Ele para adorá-lo e oferecer seus presentes. 

No Evangelho, percebemos duas posições diante do nascimento de Jesus: de um lado, o império de Herodes e a elite de Jerusalém que se opõem e tentam destruir os planos de Deus; por outro lado, os magos, pagãos que não detêm o poder e não têm nada a perder, que abraçam e festejam a sua manifestação.

Desde o nascimento, Jesus se manifesta como sinal de contradição: é fonte de alegria para uns e motivo de perturbação para outros. Estes últimos permanecem fechados no próprio egoísmo porque temem a perda de privilégios. Toda a atividade de Jesus, desde o nascimento até chegar à cruz, é marcada pela contradição. Ainda hoje existem adversários do Projeto de Deus que tentam abortar suas propostas.

Celebrar, hoje, a Epifania deve lembrar que o Projeto de Deus é o próprio homem, a quem Ele decidiu salvar e ao qual quis revelar-se. Os Magos, interpretando os sinais que tinham, saíram à procura de Jesus. Ele nasceu para ser procurado, encontrado e adorado por todos, sem distinção de raças e credos. Deus é Senhor para todos. Seu plano de salvação é universal e visa a unidade de todos em Jesus.

Deixemos que a estrela ilumine também nosso caminho e nos guie na busca do rei dos judeus. Seguindo a “estrela de Belém”, seremos capazes de enfrentar e superar os Herodes atuais que procuram impedir que o reinado de Deus se estabeleça na sociedade.

A salvação doada através do Menino Deus é oferecida a toda a humanidade e JESUS O MAIOR PRESENTE. E nós, como acolhemos o maior presente que Deus oferece a cada pessoa?

\"Certa vez um missionário presenteou um grupo de índios com o seu relógio. Qual não foi sua surpresa ao ver que o objeto tinha sido colocado numa árvore, cheia de outros enfeites, e era muito admirado quando brilhava ao sol. O missionário deu risada, achou aquilo tudo um atraso e voltou para casa pensando: esta gente não entende nada direito. Isso é lugar para um relógio?

Na sua casa, no entanto, estavam pendurados como enfeites flechas e tacapes recebidos dos ín os. Nunca lhe ocorreu que os índios poderiam lhe perguntar espantados: isso lá é uso que se dê para nossas armas de defesa, de caça e pesca?” (Autor desconhecido).
O que estamos fazendo com JESUS, o maior presente de Deus?

Os Doutores da Lei sabem onde Ele se encontra, mas não o procuram. Herodes quer neutraliza-lo. Os Magos saem à sua procura (Igreja em saída, missionária), com acertos e erros, até encontrá-lo e adorá-lo. 

O que fazemos com o maior presente que Deus nos deu?

O que temos pendurado nas paredes do nosso coração?

Dom José Mário S. Angonese

 
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