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O chamado à santidade

Por Dom José Mário Angonese
Bispo Diocesano

Estamos no mês de junho, mês em que, normalmente, celebramos as festas juninas. São festas dos santos mais populares no catolicismo: Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Nas últimas décadas, nós católicos, perdemos o foco ao celebrar a vida dos santos. Os santos, para nós, são modelos ou exemplos de vida no seguimento a Jesus Cristo. 

O Papa Francisco escreveu a Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate” Mt 5,12 (Alegrai-vos e exultai) onde aborda o tema da santidade no mundo atual. Retomou o tema durante a Missa na casa Santa Marta, no Vaticano, dia 29 maio, quando diz que “o chamado à santidade, é um chamado normal, é o chamado a viver como cristão, isto é, viver como cristão é o mesmo que dizer ‘viver como santo’. Tantas vezes nós pensamos na santidade como algo extraordinário, como ter visões ou orações elevadíssimas. Alguns pensam que ser santo significa ter uma cara de santinho. Não! Ser santos é outra coisa”. 

O Papa Francisco afirma, que para andar na santidade é preciso ter consciência da liberdade: “é necessário ser livres e sentir-se livres”. Cita São Paulo na Primeira Carta aos Romanos, quando “recomenda não cair nos esquemas do mundo, no modo de pensar e de julgar que o mundo oferece a você, porque isso tira sua liberdade. E para andar na santidade, devemos ser livres: a liberdade de andar olhando a luz, de seguir em frente. E quando voltamos ao modo de viver que tínhamos antes do encontro com Jesus Cristo ou quando nós voltamos aos padrões do mundo, perdemos a liberdade”. 

Francisco animou a “não entrar nos esquemas da mundanidade. É necessário caminhar em frente, olhando para a luz que é a promessa, na esperança”. 
E quando surgem as dificuldades, “nos momentos de provação, sempre temos a tentação de olhar para trás, de olhar para os esquemas do mundo, para os padrões que tínhamos antes de iniciar o caminho da salvação: sem liberdade. E sem liberdade não se pode ser santo. A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente”. 

Papa Francisco insiste que a santidade é um processo ininterrupto, que dura a vida toda, pois, o Senhor “chama à santidade de todos os dias” e, é importante perceber que se está avançando no caminho da santidade: “antes de tudo, se olhamos para a luz do Senhor na esperança de encontrá-lo e depois se, quando chegam as provações, olhamos em frente e não perdemos a liberdade, refugiando-nos nos esquemas mundanos”. 

No final, da exortação “Alegrai-vos e exultai”, Francisco recomenda: “peçamos ao Espírito Santo que infunda em nós o desejo intenso de ser santos para a maior glória de Deus; e animemo-nos uns aos outros neste propósito. Assim, compartilharemos uma felicidade que o mundo não poderá tirar-nos” (GE 177).

 
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