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Missão, a plenitude da Páscoa

No hoje de nossa vida a caminho, vamos celebrar mais uma Páscoa, isto é, mais uma passagem de menos para mais vida. Para que isso, aconteça a Quaresma nos pede a conversão, nos coloca diante do questionamento de nossas ações. Neste tempo, de forma mais intensa, somos desafiados a conformar nosso estilo de vida ao de Jesus Cristo. Quem está em Cristo torna-se uma nova criatura. Mas não devemos almejar viver a Vida do Ressuscitado ainda cheios de ódio e de sentimentos ruins. Sem conversão real não haverá Páscoa em nossa vida!


No Domingo de Ramos se faz a memória da entrada de Jesus em Jerusalém, com a procissão de Ramos. Jesus entra na sua cidade e é aclamado como messias. No entanto, logo se decepcionam com ele, pois não é um messias político com muitas promessas, como a maioria esperava. Ele apresentou um caminho, um jeito de viver, que exige atitude de adesão para a paz que compromete, para o perdão que reconcilia, para o amor que partilha a vida. Seu Projeto de vida foi rejeitado e continua rejeitado através dos tempos. Muitos querem vida fácil e sem comprometimentos.


Na Quinta-feira Santa inicia-se o Tríduo Pascal. Jesus nos deixa o mandamento do amor: “amar como ele amou”. Ele ensina que o amor verdadeiro se traduz em serviço. A Eucaristia que é presente, memorial deste amor capaz de dar a vida.  


Na Sexta-feira santa recordamos Jesus que morre na Cruz para nos salvar. A forma que Ele escolheu para mostrar que seu ensinamento era verdadeiro: “Não existe maior amor que dar a vida” (Jo 15,13). Este é o mistério mais profundo e difícil de entender também pelo nosso mundo, baseado na força da técnica e no poder econômico que tudo subjuga. É na cruz que temos a salvação e a vida porque a cruz é o sinal máximo do amor, amor que ultrapassa a morte.


No Sábado Santo, a Igreja passa à beira do túmulo de Jesus, refletindo, meditando e rezando este acontecimento. Na Vigília Pascal e no Domingo de Páscoa, a Igreja celebra a vitória do amor, a vitória da cruz: “Vitória tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás”. Diante do crucificado ressuscitado se dobrem todos os joelhos. Ele se humilhou e obedeceu, ouviu a voz do Pai e nela perseverou até às últimas consequências, até à morte e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou.


O Domingo é o dia que ilumina toda a semana, pois nele vivemos todo o mistério Pascal de Cristo e da Igreja. A festa da Páscoa renova nossa esperança para nos manter no caminho, até o fim dos tempos. A plenificação da Páscoa continua na missão da Igreja. Para isso, ela é iluminada, acompanhada pelo Espírito Santo e tem um rumo certo. Seu alvo é a realização das pessoas como vocacionadas para a vida plena em Deus, ao seio infinito da Trindade Santa.


Cada Páscoa é um marco de renovação da comunidade que ouve o Ressuscitado, o seu Senhor, a dizer: “Ide, vós sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (Mc 16,15).


BOA MISSÃO! FELIZ PÁSCOA!


Dom José Mário S. Angonese

Bispo Diocesano


 
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