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Mês da Bíblia

Neste mês dedicado à Bíblia, vamos refletir sobre o Novo Testamento, que é o nome dado à coleção de livros que compõe a segunda parte da Bíblia cristã. Seu conteúdo foi escrito após a morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O evento Jesus Cristo divide a Bíblia entre Antigo e Novo Testamento.


Fazem parte do Novo Testamento as 13 cartas do apóstolo Paulo – escritas provavelmente entre os anos 50 e 68 –, os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, os Atos dos Apóstolos, além de algumas epístolas católicas menores, escritas por vários autores, tendo como conteúdo orientações para a igreja cristã primitiva. Por fim, o Apocalipse do apóstolo João.


Nem todos esses livros foram aceitos imediatamente pela Igreja. Alguns foram contestados na antiguidade, como o Apocalipse de João e algumas Epístolas Católicas menores (2Pedro, Judas, Tiago, 1 e 2João). Entretanto, gradualmente eles se juntaram à coleção já existente que era aceita pelos cristãos, formando o Novo Testamento. Outros livros, da mesma época, foram excluídos do Novo Testamento pela Igreja primitiva.


Os 27 livros do Novo Testamento foram escritos em diversos lugares e por autores diferentes, que classificaram seus escritos como inspirados, ao lado dos escritos do Antigo Testamento. Contudo, ao contrário do Antigo Testamento, o Novo foi produzido em um curto espaço de tempo, durante menos de um século. 


A palavra Evangelho significa “Boa Nova”. Eles se referem ao nascimento do Messias prometido. Cada um dos quatro evangelhos do Novo Testamento narra a história da vida, morte e Ressurreição de Jesus de Nazaré. O cristianismo primitivo sempre aceitou esses evangelhos porque conhecia seus autores. 


O Evangelho de João é atribuído ao apóstolo João, filho de Zebedeu. Este evangelho começa com um prólogo filosófico e termina com as aparições de Jesus ressuscitado. Foi escrito no final do século I e tinha como objetivo complementar de diversas maneiras o registro que tinha sido fornecido sobre a história de Jesus pelos outros três evangelistas, classificados como os evangelhos sinóticos.


No ano de 180, Santo Ireneu estabeleceu, pela primeira vez, que os Evangelhos são quatro e apenas quatro. A partir dessa época e ao longo dos séculos III e IV, os quatro Evangelhos, o livro dos Atos dos Apóstolos, as cartas de São Paulo e o livro do Apocalipse se espalharam pelas igrejas. Esses livros se juntaram então àqueles recebidos dos judeus, momento em que Santo Ireneu e Tertuliano usaram os termos Antigo Testamento e Novo Testamento para diferenciá-los.


A lista de livros bíblicos como conhecemos hoje surgiu no ano de 367. Mas foi o Concílio de Trento, realizado de 1545 a 1563, que definiu exatamente os livros que compõem o Novo Testamento. Acreditamos que esta literatura bíblica foi sendo construída em um longo processo guiado pelo Espírito Santo. O foco desta coleção de livros, que chamamos de Bíblia, foi, e eternamente será, o anúncio de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, a Palavra viva e verdadeira de Deus aos homens na celebração da Nova Aliança.


 
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