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Evangelizar: identidade da Igreja e missão dos leigos

Pelo batismo, nós, cristãos, somos matriculados na Escola de Jesus para aprender e treinar um estilo de vida, ao qual toda a humanidade é chamada: à santidade, a participar do Projeto de amor de Deus. Por diferentes formas, consciente ou inconsciente, todos visam esta grande meta, que chamamos de felicidade. A Igreja, por mandato de Jesus, tem a missão de orientar esta busca. 


A Igreja tem consciência de que a palavra de Jesus, “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus” (Lc 4,43), se lhe aplica com toda a verdade. Assim, ela acrescenta de bom grado com São Paulo: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho” (1Cor 9,16), indica a Evangelii Nuntiandi, n. 14. Também tem consciência de que ela própria, a Igreja, são todos os batizados e não apenas os ministros ordenados. Os cristãos leigos e leigas são portadores de uma cidadania batismal, participantes do sacerdócio comum, fundado no único sacerdócio de Cristo. Assim, a orientação de Jesus, “Ide, pregai a Boa Nova”, continua a ser válida, para todos os cristãos. Todos os matriculados na Escola de Jesus devem sentir-se aptos para esta missão.


A Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), em documento com título “Cristão Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”, afirma: “O cristão leigo é verdadeiro sujeito na medida em que cresce na consciência de sua dignidade de batizado, assume de maneira pessoal e livre as interpelações da sua fé, abre-se de maneira integrada às relações fundamentais (com Deus, com o mundo, consigo mesmo e com os demais),  contribui efetivamente na humanização do mundo, rumo a um futuro em que Deus seja tudo em todos” (Doc. 105, n. 124).


Por isso, aos Leigos e Leigas, só lhes é possível atingir a maturidade da fé se forem assíduos na Escola de Jesus, ou seja, a sua comunidade de fé, onde poderão   “testemunhar amor à Igreja, servir os irmãos e irmãs, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia para dar testemunho de Cristo” (Doc. 105, n. 119). 


Para os Leigos e Leigas, Discípulos Missionários, que já atuam em comunidades eclesiais, a perseverança é um dom que deve ser sempre animado constantemente pelo Espírito Santo, pois o cansaço, a falta de interesse e a fraqueza podem levar ao afastamento da missão. Desse modo, é necessário “renovar seu carisma original”. A obra necessita de cristãos com ardor e o coração extasiado, encantado pela paz do Senhor (Jo 14,26-27).


Saudamos aos Leigos e Leigas por sua vocação e missão e afetuosamente exortamos que sejam alegres; que sejam ativos na igreja; que sejam do Evangelho; que sejam de fé madura; que amem e defendam a Igreja. E, de modo direto, admoestamos: a Igreja sem vocês não existe e vocês, sem a Igreja, não poderão atingir a maturidade da fé, fracassarão no treinamento para a santidade e para a Vida Eterna. 


 
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