FECHAR
 
 
CNBB Sul 3 lança Campanha da Fraternidade de 2020

Em um cenário cada vez mais evidente de desvalorização e ameaça contra a vida, a Igreja de todo o mundo e especialmente do Brasil tem manifestado cada vez mais o compromisso na sua defesa, proteção, cuidado e resgate. Para firmar esta missão, o Brasil promove a Campanha da Fraternidade.


Iniciada hoje, Quarta-Feira de Cinzas, em todo o país, a CF deste ano se dedica justamente a este necessário cuidado com a vida, inspirada pelo lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, trecho do Evangelho de Lucas.

No Rio Grande do Sul, a Campanha foi lançada em Coletiva de Imprensa, que contou com a presença de jornalistas dos veículos locais e regionais e de dom José Gislon, presidente do Regional Sul 3 da CNBB; dom Adilson Pedro Busin, secretário da presidência do Regional Sul 3 da CNBB e Ana Paula Gomes Lara e Juliana de Oliveira Pokorski, da Pastoral dos Surdos.


Dom José Gislon, que apresentou um panorama geral sobre a Campanha da Fraternidade e o tema e lema deste ano, destaca que “a compaixão do Samaritano precisa estar presente na nossa sociedade e nas nossas ações”. Apontando a importância de um olhar atento ao próximo, ele reforça: “Se nos fechamos na indiferença, nós nos desumanizamos e a sociedade passa a ser mais violenta. Na medida em que se abre o abismo social da indiferença, a tendência é que cresça a violência”, analisa.

O secretário da presidência da CNBB no Estado, dom Adilson Busin, falou sobre a Coleta da Solidariedade, gesto concreto da CF que acontece em todas as comunidades e paróquias do Brasil. Este ano, a coleta acontece dia 05 de abril e formará os fundos diocesanos, estadual e nacional de solidariedade. Segundo ele, “a vida é um dom que Deus colocou em nossas mãos para cuidar desde a concepção até a terceira idade”. Refletindo o lema deste ano, dom Adilson ainda questiona: “Olhamos a realidade de pobreza e exclusão e dizemos que estes são os nossos próximos. Mas e nós? Nos fazemos próximos do outro na realidade dele?”


Dom Adilson finaliza destacando a importância de cada cristão assumir seu papel de cuidado com a vida e com o outro. “A missão da Igreja é despertar no ser humano o melhor que ele tem dentro de si e motivá-lo à solidariedade, a contribuir para o bem comum da sociedade. Pequenos gestos têm um grande significado na vida das pessoas, na família, na comunidade, no trabalho. Nós crescemos com esses gestos”, aponta o bispo.


Pastoral dos Surdos


Um dos exemplos concretos de cuidado com a vida no Regional Sul 3 é a organização da Pastoral dos Surdos. A Pastoral tem como principal objetivo respeitar a identidade e a cultura dos surdos brasileiros, a fim de valorizar a vida e todas as suas potencialidades. Além de proporcionar a inclusão nas celebrações e formações da Igreja, o grupo volta seu olhar para a missão de atuar na formação política, conscientizando a pessoa surda em relação a seus direitos e deveres na sociedade em que vive. Outro ponto importante é a difusão da Língua  Brasileira de Sinais (LIBRAS), que garante a comunicação entre os surdos e a comunidade.


Atualmente, a pastoral está organizada em Porto Alegre, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz, Horizontina, Frederico Westphalen, Cruz Alta e Torres. Ana Paula Gomes Lara, integrante do grupo, explica que a Pastoral é fundamental na motivação do encontro e na articulação da comunidade surda. Para ela, “a pastoral possibilita que o surdo esteja presente na Igreja, através dos intérpretes. Para nós, a comunicação se dá por meio visual e só acontece quando temos alguém que nos ajuda”, realça Ana Paula.

Outro gesto concreto de cuidado com a vida, proposta de reflexão e ação da Campanha da Fraternidade, é a iniciativa da Arquidiocese de Porto Alegre de consolidação da Comissão para prevenção e combate de abusos de crianças, adolescentes e vulneráveis da Arquidiocese de Porto Alegre.


A instalação da comissão ocorreu também nesta quarta-feira, com a presença de dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre, pe. Fabiano Colares, coordenador da comissão, Dra. Berenice Rheinheimer, médica psiquiatra infantil e a Dra. Marys Eliane Rezende, advogada e assistente social.


Fonte: CNBB Sul 3

 
Indique a um amigo
 
 
Notícias relacionadas